terça-feira, 3 de maio de 2016

Caos

ah, se era confusa.
mal sabia da vida, nem sabia de nada,
não sabia os dias, se perdia no bairro de casa.
"não te incomoda que não te entendam?"
e como poderia, se mal ela se conhecia?
amava a noite, admirava o dia.
gostava do sol, namorava a lua.
dançava num canto, fechava a rua.
era dialética,
era yin e era yang
e ninguém nunca entendia a cabeça da menina
que num instante estava sorrindo
e tinha vontade de chorar
e chorava.
assim mesmo,
enquanto sorria.
e lhe perguntavam:
"Tá feliz ou tá triste, Maria?"
Eu tô poesia.

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