Talvez as fotografias mais poéticas
sejam tiradas em meio a solidão
de uma madrugada fria.
Os amores mal resolvidos
aparecem apenas depois que se deita.
Quem garante que Romeu
não tenha descoberto seu amor por Julieta
às três da manhã?
Quem sabe Dom Quixote tenha perdido o juízo
pouco antes do sol nascer?
Nessa madrugada
nada se resolveu
comigo, acredito.
Preciso escrever logo
antes que eu me esqueça.
Já é quase seis,
venha me ver,
antes que amanheça.
segunda-feira, 10 de novembro de 2014
quarta-feira, 5 de novembro de 2014
eis aqui comigo
Oi,
Olha eu aqui mais uma noite.
Com os olhos estatelados, mais uma vez se perguntando o que fazer mais essa noite de insônia.
Eu estou ouvindo uma música linda, que encontrei por acaso, enquanto te escrevo isso.
Mas, sabe...
Eu já andei percebendo que é por sua causa, sim?
Todo esse sono atrasado.
Toda essa alimentação ruim.
Eu já entendi.
Então não ponha a culpa em ninguém,
Já que é você quem está aqui.
Eu não quero te maldizer,
Nem tanto quero que tenhamos inimizade.
Mas só te imploro um favor.
Apresente-se, dor.
Olha eu aqui mais uma noite.
Com os olhos estatelados, mais uma vez se perguntando o que fazer mais essa noite de insônia.
Eu estou ouvindo uma música linda, que encontrei por acaso, enquanto te escrevo isso.
Mas, sabe...
Eu já andei percebendo que é por sua causa, sim?
Todo esse sono atrasado.
Toda essa alimentação ruim.
Eu já entendi.
Então não ponha a culpa em ninguém,
Já que é você quem está aqui.
Eu não quero te maldizer,
Nem tanto quero que tenhamos inimizade.
Mas só te imploro um favor.
Apresente-se, dor.
sábado, 5 de julho de 2014
Contato indireto
O que eu via
exatamente tudo
não vou saber te dizer.
Eu apenas,
se possível,
sentia o ver.
Eu sei que
perfeitamente
eu a via.
O dom de,
detalhadamente
observá-la, eu havia.
Em pó de ilusório desencanto
Não preciso de mais rimas
Quando é sobre ela que escrevo
Por excesso de poesia.
Poesia essa que encontro
Em cada ponto do rosto
Nos olhos negros que diminuem quando ela sorri.
E como sei exatamente cada frase que ela diz com apenas um olhar de relance.
Levando consigo um sorriso de lado.
Brisa em teus cachos de flor.
Retomando com as rimas, digo que me cheiram puro amor.
Retomo por não ser
quem a essa paixão abraça.
Não sei se erro, se me intrometo mas não nego
Chega a ser divertido observar
Toda delicada, como uma rosa, e é só aparecer...
Eu apenas,
Se possível,
Sentia o ver.
Pelos olhos de quem a vê
E eu ali, mera telespectadora
Sem ao menos ter algo a ver.
Tendo tudo o que ver.
Abastecida dessa energia
apaixonada que não pestaneja e dança no ar.
Simplesmente me retiro sem ser notada, e pudera,
A procura de mais um amor que se cresce num olhar.
P.s.: E, pela primeira vez no blog, dedico carinhosamente esse texto à você, cacau. <3
exatamente tudo
não vou saber te dizer.
Eu apenas,
se possível,
sentia o ver.
Eu sei que
perfeitamente
eu a via.
O dom de,
detalhadamente
observá-la, eu havia.
Em pó de ilusório desencanto
Não preciso de mais rimas
Quando é sobre ela que escrevo
Por excesso de poesia.
Poesia essa que encontro
Em cada ponto do rosto
Nos olhos negros que diminuem quando ela sorri.
E como sei exatamente cada frase que ela diz com apenas um olhar de relance.
Levando consigo um sorriso de lado.
Brisa em teus cachos de flor.
Retomando com as rimas, digo que me cheiram puro amor.
Retomo por não ser
quem a essa paixão abraça.
Não sei se erro, se me intrometo mas não nego
Chega a ser divertido observar
Toda delicada, como uma rosa, e é só aparecer...
Eu apenas,
Se possível,
Sentia o ver.
Pelos olhos de quem a vê
E eu ali, mera telespectadora
Sem ao menos ter algo a ver.
Tendo tudo o que ver.
Abastecida dessa energia
apaixonada que não pestaneja e dança no ar.
Simplesmente me retiro sem ser notada, e pudera,
A procura de mais um amor que se cresce num olhar.
P.s.: E, pela primeira vez no blog, dedico carinhosamente esse texto à você, cacau. <3
terça-feira, 24 de junho de 2014
Trocadilho perdido
Chega então
a conclusão
A palavra é a ausência do silêncio
O silêncio,
a essência da palavra.
a conclusão
A palavra é a ausência do silêncio
O silêncio,
a essência da palavra.
sábado, 21 de junho de 2014
aquarela de mim
Fazendo do branco meu sentimento
poderia muito bem olhar a ti, olhar adentro e dizer
muito bem que nada sinto
que nada senti
nem quanto ao bom
nem quanto ao ruim de nós.
Até que me dei conta que branco não é cor
e sim a mistura de todas elas.
poderia muito bem olhar a ti, olhar adentro e dizer
muito bem que nada sinto
que nada senti
nem quanto ao bom
nem quanto ao ruim de nós.
Até que me dei conta que branco não é cor
e sim a mistura de todas elas.
quarta-feira, 18 de junho de 2014
Desejo insolúvel
"Que raios você quer com uma estátua de gelo, Maria?"
É tao bonita.
Quero uma também…
"É cara, Maria. É fria e frágil.
É delicada. Transparente.
Por frente se vê. Se sente o que salta por trás.
Mas é tão pesada.
Já parou pra pensar no estrago que é feito quando uma dessas cai?"
A brisa passou. Maria entendeu
Mas pensou.
Só queria, ao menos por uma vez, uma estátua de gelo.
Como uma gota dessas que cai dos olhos.
É tao bonita.
Quero uma também…
"É cara, Maria. É fria e frágil.
É delicada. Transparente.
Por frente se vê. Se sente o que salta por trás.
Mas é tão pesada.
Já parou pra pensar no estrago que é feito quando uma dessas cai?"
A brisa passou. Maria entendeu
Mas pensou.
Só queria, ao menos por uma vez, uma estátua de gelo.
Como uma gota dessas que cai dos olhos.
domingo, 8 de junho de 2014
por mera coincidência
"Não viva de aparências, José!"
Disse Maria
que sempre achou mais fácil aparentar estar sempre feliz.
----------------------------
Aparentemente, os dias que passam
Lhe servem apenas para não terminar as promessas
de que um dia terminará
algo.
Disse Maria
que sempre achou mais fácil aparentar estar sempre feliz.
----------------------------
Aparentemente, os dias que passam
Lhe servem apenas para não terminar as promessas
de que um dia terminará
algo.
domingo, 1 de junho de 2014
Exceção do diário de Maria
Primeiramente o meu "acalme-se" aos fiéis leitores de minha estrutura de escrita.
Depois, o meu perdão aos autores que mudam o mundo ou que tentam fazer isso.
Andei observando ultimamente, a tamanha importância com que é visto o texto tratado de tantas desgraças. Evidenciando o que temos de mudar no mundo, o que temos que melhorar no dia a dia. Estão tentando cada vez mais enfiar arte em quem não é arte. Falemos de carinho. Falemos de paz. Falemos do amor. O pobre coitado amor que tanto é visto como piegas. Quem precisa mudar, meu caro, não vai estar parado onde estás lendo o que te escrevo. E vice-versa. Não vai se importar com o quê é escrito num site de poesias. Sequer saber o que fazer para mudarmos esse mundo de cabeça pra baixo. Faça o descrente do mundo ver a sinceridade num bom ato de escrever sobre o amor. Faça o coração do apaixonado suspirar. Dê poesia a quem respira poesia. Tem tanta coisa fora de ordem, não tire a essência das poucas coisas sublimes que existe na vida.
Quem precisa mudar precisa presenciar atitudes, muitas delas vindas de quem escreve. As palavras nós deixamos para quem está cansado de tamanha desordem e para em seu canto de afago para ler. Ler também sobre o amor.
O que nada mais é do que uma humilde opinião das mais leigas em conhecimentos do mundo.
Não serei rígida.
Não serei cansativa.
A ti que discorda, eu só desejo o mesmo que a todos que concordam: muita poesia. E principalmente amor.
Depois, o meu perdão aos autores que mudam o mundo ou que tentam fazer isso.
Andei observando ultimamente, a tamanha importância com que é visto o texto tratado de tantas desgraças. Evidenciando o que temos de mudar no mundo, o que temos que melhorar no dia a dia. Estão tentando cada vez mais enfiar arte em quem não é arte. Falemos de carinho. Falemos de paz. Falemos do amor. O pobre coitado amor que tanto é visto como piegas. Quem precisa mudar, meu caro, não vai estar parado onde estás lendo o que te escrevo. E vice-versa. Não vai se importar com o quê é escrito num site de poesias. Sequer saber o que fazer para mudarmos esse mundo de cabeça pra baixo. Faça o descrente do mundo ver a sinceridade num bom ato de escrever sobre o amor. Faça o coração do apaixonado suspirar. Dê poesia a quem respira poesia. Tem tanta coisa fora de ordem, não tire a essência das poucas coisas sublimes que existe na vida.
Quem precisa mudar precisa presenciar atitudes, muitas delas vindas de quem escreve. As palavras nós deixamos para quem está cansado de tamanha desordem e para em seu canto de afago para ler. Ler também sobre o amor.
O que nada mais é do que uma humilde opinião das mais leigas em conhecimentos do mundo.
Não serei rígida.
Não serei cansativa.
A ti que discorda, eu só desejo o mesmo que a todos que concordam: muita poesia. E principalmente amor.
quinta-feira, 22 de maio de 2014
terça-feira, 20 de maio de 2014
mais uma de Maria aleatória
Acompanhada sem toque de prevenção (ou pretenção)
Protegida com uma pitada de moça independente.
A cada olhada no relógio
Que pra ela olha também
É um arrepio que lhe percorre toda a espinha
Formigamento nas pernas
Açúcar no cérebro
A mão, que sempre trêmula se apresenta
Agora tenta fazer
Desenhar, escrever
Descrever, entender
Inventar a palavra
Des-sufocamento.
Pra acabar de vez com essa agonia
Que lhe fazia perceber :
Era fraca em desistir do que precisava
E estúpida, de insistir no que não podia.
Protegida com uma pitada de moça independente.
A cada olhada no relógio
Que pra ela olha também
É um arrepio que lhe percorre toda a espinha
Formigamento nas pernas
Açúcar no cérebro
A mão, que sempre trêmula se apresenta
Agora tenta fazer
Desenhar, escrever
Descrever, entender
Inventar a palavra
Des-sufocamento.
Pra acabar de vez com essa agonia
Que lhe fazia perceber :
Era fraca em desistir do que precisava
E estúpida, de insistir no que não podia.
quinta-feira, 15 de maio de 2014
Maria sensível
Sente tanto
Sente tudo
Tanto que tudo lhe faz sentir
Tudo que de tanto sentir lhe faz pensar
Sente o perfume das pessoas
Sente o que cada um sente
Por si, por ela e pelo outro
Sente o que veem.
Sente vazio.
Sente nada.
Tanto sentiu até hoje
Que de tudo já sentiu um pouco
Hoje, não há mais nada a sentir.
Sente tudo
Tanto que tudo lhe faz sentir
Tudo que de tanto sentir lhe faz pensar
Sente o perfume das pessoas
Sente o que cada um sente
Por si, por ela e pelo outro
Sente o que veem.
Sente vazio.
Sente nada.
Tanto sentiu até hoje
Que de tudo já sentiu um pouco
Hoje, não há mais nada a sentir.
domingo, 11 de maio de 2014
equilíbrio
Ouço sempre muita gente dizendo-me:
"Quando o emaranhado é interno você tem de gritar."
Pra quê?
Pra te ensurdecer?
Pra te obrigar a me ouvir.
Cansar.
Até não ter mais voz alguma.
Gritar pra isso?
Admiro aos que "externizam" seus vários emaranhados diários.
Mas confesso que não há nada mais sublime do que o trabalho para com a paz interna.
Eu continuo a fazer isso.
Amanhã,
Meu emaranhado estará como sempre dentro de mim.
Não me chame de louca,
Pois é isso que faz com que você possa me gritar o teu.
"Quando o emaranhado é interno você tem de gritar."
Pra quê?
Pra te ensurdecer?
Pra te obrigar a me ouvir.
Cansar.
Até não ter mais voz alguma.
Gritar pra isso?
Admiro aos que "externizam" seus vários emaranhados diários.
Mas confesso que não há nada mais sublime do que o trabalho para com a paz interna.
Eu continuo a fazer isso.
Amanhã,
Meu emaranhado estará como sempre dentro de mim.
Não me chame de louca,
Pois é isso que faz com que você possa me gritar o teu.
sábado, 19 de abril de 2014
Uma certa magia
Tantas serenatas ao dia.
Amores eram dedicados à Maria.
Pra Chico, Maria lembra o mar
Que lembra aquele dia
Que não é bom lembrar
Pra Milton
Quem traz no corpo a marca
Maria
Mistura a dor e a alegria.
Mas pra ela
Só importava o que a vida falaria
Que sempre a mesma coisa lhe dizia:
"Pare de ser tão ingênua, Maria."
Amores eram dedicados à Maria.
Pra Chico, Maria lembra o mar
Que lembra aquele dia
Que não é bom lembrar
Pra Milton
Quem traz no corpo a marca
Maria
Mistura a dor e a alegria.
Mas pra ela
Só importava o que a vida falaria
Que sempre a mesma coisa lhe dizia:
"Pare de ser tão ingênua, Maria."
terça-feira, 15 de abril de 2014
sexta-feira, 4 de abril de 2014
Psicodelias
Ela acordou desesperada no meio da madrugada
Um acordar que mais parecia um túnel
De entrada pra outro pesadelo
Eu quero minha mãe! -Ela gritava
Eu quero a minha mãe!
Mas só ela gritava.
Só ela corria tão depressa.
Hahahahahahahahahahaha
Por que todos riam tanto?
Ela precisava correr pra saber
É muita luz pra observar
É pouco corpo pra tocar
É pouco olho pra olhar
Hahahahahahaha
O que é importante pra você?
É esse assunto que quer debater?
É inútil.
Finalmente eu te encontrei! Eu estava com tanto medo.
Mas olha, olha o que eu sei fazer...
Shhh. Quieta, menina.
Quieta e assiste lá.
Estão dizendo que isso é errado.
Um acordar que mais parecia um túnel
De entrada pra outro pesadelo
Eu quero minha mãe! -Ela gritava
Eu quero a minha mãe!
Mas só ela gritava.
Só ela corria tão depressa.
Hahahahahahahahahahaha
Por que todos riam tanto?
Ela precisava correr pra saber
É muita luz pra observar
É pouco corpo pra tocar
É pouco olho pra olhar
Hahahahahahaha
O que é importante pra você?
É esse assunto que quer debater?
É inútil.
Finalmente eu te encontrei! Eu estava com tanto medo.
Mas olha, olha o que eu sei fazer...
Shhh. Quieta, menina.
Quieta e assiste lá.
Estão dizendo que isso é errado.
quinta-feira, 20 de março de 2014
Intimidade precoce
Brincando de giz
a vida abusada
Iludida assustada
com a crise contada
me diz:
com tudo eu complico
mas posso, não posso?
te jogar no poço
te pegar no fosso
suplico:
mas que bagunça tremenda!
não pode não, dona vida
te conheço há pouco pra ser tão intrometida
querendo ser divertida
me sendo oferecida
te lembra?
16 anos pra mim é pouco
é tudo ponto de vista
me conquiste e insista
pois precisas de mim pra que exista
estou rouco.
restou o louco.
apenas para perceber
que saboreia melhor o amanhecer
aquele que não procura te entender.
a vida abusada
Iludida assustada
com a crise contada
me diz:
com tudo eu complico
mas posso, não posso?
te jogar no poço
te pegar no fosso
suplico:
mas que bagunça tremenda!
não pode não, dona vida
te conheço há pouco pra ser tão intrometida
querendo ser divertida
me sendo oferecida
te lembra?
16 anos pra mim é pouco
é tudo ponto de vista
me conquiste e insista
pois precisas de mim pra que exista
estou rouco.
restou o louco.
apenas para perceber
que saboreia melhor o amanhecer
aquele que não procura te entender.
segunda-feira, 10 de março de 2014
Vazio como o quê
Clarice não sabia apenas dizer
Tampouco ligando se iria ferir alguém
Eram sempre palavras vomitadas
Até que pegou bulimia de espirito
Hoje Clarice é vazia de alma
Mas está sempre cheia de si.
Tampouco ligando se iria ferir alguém
Eram sempre palavras vomitadas
Até que pegou bulimia de espirito
Hoje Clarice é vazia de alma
Mas está sempre cheia de si.
domingo, 23 de fevereiro de 2014
Sobre o MPB
Quer música melhor do que ouvir
te'u te amo no
pé
do
ouvido?
Se traz mais paz Elis e Chico, Caetano ou Jobim,
Ah, isso eu duvido.
te'u te amo no
pé
do
ouvido?
Se traz mais paz Elis e Chico, Caetano ou Jobim,
Ah, isso eu duvido.
sábado, 22 de fevereiro de 2014
Paradoxo
Com aquele pensamento o dia inteiro
de paradoxo em vida
via como é sublime o encontro ao acaso
aquele que vem, cria laços e vai
pra nunca mais.
mas via o quão terno é o encontro diário
que conseguia ver em duas divisões:
o encontro diário com quem te faz bem
com quem te dá bom dia com agrado
e o diário encontro porém desconhecido
aqueles dois que se olham apenas uma vez
e todos os dias
aqueles dois.
aqueles dois.
aqueles dois.
em transe, choque, paralisada
se viu fragilizada
com os olhos fechados em meio espetáculo
que via a vida
deixou a música entrar
e tudo sair pelos olhos
o que não fazia há muito tempo
a paz conturbada
a bagunça silenciosa
paradoxo em vida
ainda tenta entender o que aconteceu ali...
de paradoxo em vida
via como é sublime o encontro ao acaso
aquele que vem, cria laços e vai
pra nunca mais.
mas via o quão terno é o encontro diário
que conseguia ver em duas divisões:
o encontro diário com quem te faz bem
com quem te dá bom dia com agrado
e o diário encontro porém desconhecido
aqueles dois que se olham apenas uma vez
e todos os dias
aqueles dois.
aqueles dois.
aqueles dois.
em transe, choque, paralisada
se viu fragilizada
com os olhos fechados em meio espetáculo
que via a vida
deixou a música entrar
e tudo sair pelos olhos
o que não fazia há muito tempo
a paz conturbada
a bagunça silenciosa
paradoxo em vida
ainda tenta entender o que aconteceu ali...
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