quinta-feira, 22 de maio de 2014

terça-feira, 20 de maio de 2014

mais uma de Maria aleatória

Acompanhada sem toque de prevenção (ou pretenção)
Protegida com uma pitada de moça independente.
A cada olhada no relógio
Que pra ela olha também
É um arrepio que lhe percorre toda a espinha
Formigamento nas pernas
Açúcar no cérebro
A mão, que sempre trêmula se apresenta
Agora tenta fazer
Desenhar, escrever
Descrever, entender
Inventar a palavra
Des-sufocamento.
Pra acabar de vez com essa agonia
Que lhe fazia perceber :
Era fraca em desistir do que precisava
E estúpida, de insistir no que não podia.

quinta-feira, 15 de maio de 2014

Maria sensível

Sente tanto
Sente tudo
Tanto que tudo lhe faz sentir
Tudo que de tanto sentir lhe faz pensar
Sente o perfume das pessoas
Sente o que cada um sente
Por si, por ela e pelo outro
Sente o que veem.
Sente vazio.
Sente nada.
Tanto sentiu até hoje
Que de tudo já sentiu um pouco
Hoje, não há mais nada a sentir.

domingo, 11 de maio de 2014

equilíbrio

Ouço sempre muita gente dizendo-me:
"Quando o emaranhado é interno você tem de gritar."
Pra quê?
Pra te ensurdecer?
Pra te obrigar a me ouvir.
Cansar.
Até não ter mais voz alguma.
Gritar pra isso?
Admiro aos que "externizam" seus vários emaranhados diários.
Mas confesso que não há nada mais sublime do que o trabalho para com a paz interna.
Eu continuo a fazer isso.
Amanhã,
Meu emaranhado estará como sempre dentro de mim.
Não me chame de louca,
Pois é isso que faz com que você possa me gritar o teu.