sábado, 24 de setembro de 2016

Volta

Ruído. É uma palavra engraçada. O efeito dela não. Voz. Como nunca ouve casos de pessoas que ficaram loucas com o número de vozes? Gente.
Já está tudo pronto?. Está quase, eu juro.
Está nas suas mãos.
Não pilha.
O que está acontecendo?. Nada. Você não sabe conversar.
Volta. Continua aqui.
Escola. Escolha.
Que baita responsabilidade a sua.
Fica aqui.
Que imagem você vai ter se não fizer o mesmo que todo o resto?
Não sei, não quero saber.
Mantém. Não corre.
E aí? Acabou?
Mais ou menos.
Como vão as notas?
Não sei.
Volta aqui, o que quis dizer com isso?
Eu não disse nada.
Você precisa fazer isso.
Não preciso não, me deixa em paz.
Você é louca, sabia?
Acho que sim.
E agora?
O que?
O que vai fazer? E aí? Tô perguntando. Responde! O que vai fazer?
Não sei. Não quero.
Para de falar comigo. Vai embora. Eu não quero surtar. Eu não vou surtar. Eu não quero ficar aqui dentro. Eu não vou surtar. Volta. Não quero ficar aqui. Não vem atrás de mim. Volta. Não dá mais. Eu tô fazendo o que aqui? Alguém vai vir aqui? Vai universo, já que me faz passar por isso, me traz alguém aqui. Você não vai trazer, não é? Tudo bem. Surta, ninguém vai te ver. Já não sei se faz mal. Pode chorar. 10h. 10h13. 10h27. 10h36. 10h43. Eu não vou subir.
Apaga.
A manhã se foi.
Você tá aqui.


Você tá aqui. Percebe o silêncio?


Não há nada que meus olhos pedissem mais do que tuas pupilas assim. Do jeitinho que eu tô vendo.

Eu só quero ficar aqui. Tá ouvindo? Olha o que você causa aqui. Te abracei mais forte pra você sentir.


Tá silêncio aqui. E tem tanta coisa sendo dita.
Eu te amo pra caralho.
Eu não quero parar de te olhar.