quarta-feira, 30 de março de 2016

Aguarde...

A morte de quem vê poesia em tudo é lenta.
Que dói devagar.
No tempo que um paulista traga um cigarro no meio do trânsito.
De quem precisa de afago, a espera pra sair de uma balada insuportavelmente cheia de gente vazia.
No ritmo de uma lágrima que demora a percorrer o rosto todo.
É quem vê poesia.
É quem sente o caos e sorri amargo.
Uma morte tão linda a do poeta, que é capaz de segurar uma flor contra seu próprio peito à espera dela.
Só pra ser digna de escrita.

Maresia

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